A Vegetação do Paraná
Cerca de 83% da superfície original do estado do Paraná era ocupada por florestas, cabendo às formações campestres (campos limpos e campos cerrados), restingas litorâneas, manguezais e várzeas, os demais 17%. Embora as formações florestais fossem contínuas de leste a oeste do Estado, podem ser distintamente separadas em três grandes unidades fitogeográficas, em função das características ambientais regionais.
Na porção leste do Estado, definida praticamente em toda sua extensão pela barreira geográfica natural da escarpa da Serra do Mar, situa-se a região da Floresta Atlântica, influenciada diretamente pelas massas de ar quentes e úmidas do oceano Atlântico e com chuvas bem distribuídas ao longo do ano. Estão incluídas neste caso as formações florestais da Planície Litorânea, das encostas da Serra do Mar e parte do vale do rio Ribeira.
A oeste desta serra, ocupando as porções planálticas do Estado (em média entre 800 e 1200m de altitude), situa-se a região da Floresta com Araucária, sem influência direta do oceano, mas igualmente com chuvas bem distribuídas ao longo do ano. A diferenciação climática, determinante para a florística, é a ocorrência regular de geadas.
Nas regiões norte e oeste do Estado e nos vales dos rios formadores da bacia do rio Paraná, abaixo de 800m de altitude, define-se a região da Floresta Estacional onde, além da ocorrência eventual de geadas, a flora está condicionada a um período de baixa precipitação pluviométrica, quando 20 a 50% das árvores do dossel da floresta perdem suas folhas, modificando fortemente a fisionomia da vegetação.
Devem ser consideradas ainda, como unidades fitogeográficas representativas do Estado, as extensas regiões campestres ou Campos Limpos, entremeados por capões e florestas de galeria (margens dos rios), abrangendo cerca de 14% da superfície e localizados geralmente nas porções mais elevadas dos três planaltos paranaenses, e os Campos Cerrados, localizados nas regiões norte e nordeste, ocupando cerca de 1%. Este tipo de vegetação, característico do planalto central brasileiro, encontra no Paraná o seu limite austral de ocorrência.
No restante da superfície do Estado ocorrem restingas litorâneas, manguezais, várzeas, campos de altitude e vegetação rupestre, esparsamente distribuídos em função de condicionantes ambientais, onde os solos assumem papel preponderante.
Este era o quadro original da vegetação paranaense até meados do século XIX, quando iniciou-se um processo de profunda transformação de sua superfície, impulsionado por motivos diversos, de caráter eminentemente econômico, e sem nenhuma preocupação com a qualidade futura do meio ambiente. Um patrimônio biológico magnífico foi desperdiçado, incluindo aí a riquíssima fauna associada.
Carlos Vellozo Roderjan
A VEGETAÇÃO DAS PRAIAS E DUNAS
AS VÁRZEAS DA PLANÍCIE LITORÂNEA I
AS VÁRZEAS DA PLANÍCIE LITORÂNEA II
AS VÁRZEAS DOS RIOS DA PLANÍCIE
OS MANGUEZAIS DAS BAÍAS E RIOS
AS ILHAS DE MANGUEZAIS
OS CAXETAIS
AS FLORESTAS DA PLANÍCIE
VÁRZEAS COM CAPÕES COM ARAUCÁRIA
AS FLORESTAS CILIARES
O “BIOMA DAS ARAUCÁRIAS”
OS CAMPOS COM CAPÕES DE ARAUCÁRIA
AS FLORESTAS COM ARAUCÁRIA
AS FLORESTAS DAS ENCOSTAS DA SERRA
OS CAMPOS DE ALTITUDE
AS PEROBAS E O IPÊ-ROXO
O CERRADO
A FLORESTA ESTACIONAL
AS FLORESTAS PROTETORAS